quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

LEIAM COM CUIDADO: Doka escreveu mais de 8 páginas sem referir-se ao nome de Braima Camará. Doka, sufri, tu foste leal com pessoas que não têm sido leais com os outros

Bissau, 07-Fevereiro-2017
De: Doka Internacional                                                     
                                      Para:
                                      Presidente Jomav, o Presidente de Todos os Guineenses.
Assunto: Esclarecimento, desabafo e desagrado de Doka Internacional.

Bom dia, boa tarde, boa noite Sr. Presidente, depedendo do momento da leitura deste meu pequeno texto.  Espero que não me leve a mal, mas devido a impossibilidade de lhe contactar pessoalmente, fui obrigado desta forma a me dirigir a si por esta via, visto que para mim Doka Internacional sigo sempre o método do proverbio:
“ Se o Mhoamed não vai a montanha…, a montanha vai ao Mhoamed “.

Indo directamente e de uma forma rápida, objectiva e cirúrgica, apresento- lhe aqui todo o meu mal estar, todo o meu desagrado, mas acima de tudo o meu desabafo e as causas que motivaram e continuam motivando a minha raiva se assim poder dizer…, não a sua pessoa.., não consigo, mas com todo este processo:

1-       Todos sabem e nunca foi segredo para ninguém que sempre o considerei e o coloquei no lugar de um verdadeiro amigo, mas acima de tudo, lhe pus no lugar do meu pai- Didi Ferreira, por tudo de bom, por tudo aquilo que o sr. me fez a mim e aos meus filhos.  Por sua causa e apenas por si, dei tudo o que tinha a dar, inclusive meti a minha vida em risco posicionando- me ao seu lado…, de si e deste PROCESSO POLITICO de uma forma incondicional sem medir as consequências e sem pedir nada em troca.
Batalhei da melhor forma possível e com coragem, com determinação e empenho que nenhuma outra pessoa seria capaz de o fazer sem ser assassinado em dois tempos…, pois tendo em conta o historial da nossa terra quando se desafia ou se faz frente a um sistema VIOLENTO como o nosso.    Grandes homens, grandes filhos tombaram dando tudo o que tinham para dar lutando em defesa de uma justa causa.  Camarada Presidente, hoje eu não me estou dirigindo para si como um cidadão comum para o seu presidente, mas sim, de um filho para o seu pai.  Porque um pai, um verdadeiro pai, cuida e protege o seu filho, seja ela qual forem as circunstancias e vice-versa.

2-      Logo no inicio desta grande batalha, eu Doka Internacional fui sequestrado e detido de uma forma ILEGAL e ABUSIVA a mando dos nossos opositores na altura que governavam…,  DSP como 1º Ministro, Carmelita Pires como Ministra de Justiça e Filomena Mendes como DG da PJ.  De tudo fizeram para me silenciar.   Nessa minha detenção durante 48 horas, zombaram de mim, fui humilhado, fiquei desamparado em todas as frentes, a minha família, esposa e dois filhos menores de idade, desesperados em Inglaterra sem saberem o que fazer, a minha mãe Alima Ferrage em Bissau humilhou- se perante a DG da PJ na altura indo ao seu gabinete para que eu fosse solto, liberto…, porque não tinha existido nenhuma notificação, flagrante delito ou um mandato de captura, ou coisa de género, etc.   Os agentes da PJ riam- se na cara da minha mãe…, enfim, de tudo aconteceu,  mas me mantive sempre firme espiritualmente e fisicamente.   Houve e existiram torturas psicológicas  a fim de saberem quem era ou como era composta a minha equipa do blog Doka Internacional Denunciante.     Nunca cheguei a abrir a minha boca ou se quer dar uma pista para a felicidade deles.      Roubaram-me 4 milhoes 990 mil francos cfas que tinha comigo…, roubaram-me um telemóvel que teria custado na altura 480 euros.   Tiraram-me fotos na prisão, impressões digitais, puseram-me uma placa numérica no peito como um grande criminoso e me fotografaram, coisa que nunca chegaram a fazer com os grandes bandidos desta terra, que matam, que violam, roubam, e metem em perigo a segurança do estado.  Mas eu Doka fui dilacerado e esquartejado nesta batalha.Roubaram-me o meu passaporte português baseando num artigo que não era compatível com o tal crime inventado pelo ministério publico e posteriormente reconhecido pela juíza, fui submetido a uma medida coação em me apresentar duas vezes por semana a fim de assinar na vara crime durante 8 meses e impossibilitado de viajar e retornar ao país aonde vivo e trabalho- Inglaterra, Cidade de Manchester a fim de dar assistência aos meus filhos e esposa no dia a dia.    Pedi audiência para com a sua pessoa, mandei uma carta como exige os princípios e requisitos para tal…, o pedido foiINDEFERIDO, RECUSADO.     Nunca fui recebido durante esses 8 meses, apesar de inúmeras e diferentes formas de tentativas. Porque a minha vida estava-se acabando em Inglaterra como veio acabar.    Solicitei a sua intervenção através de pessoas próximas visto que não me deixavam aproximar de si…,  fui ter com Cipriano Cassama, como sendo presidente da ANP..,  eu mesmo la fui pessoalmente e falamos diversas vezes na altura para que com a vossa influencia me ajudassem…, nada, absolutamente nada…, A MINHA VIDA, O MEU CASAMENTO, O MEU LAR ESTAVA-SE DESMORONANDO E ESTAVA PERDENDO TUDO O QUE DEUS ME TINHA DADO.  O MEU EMPREGO, FONTE DE SUSTENTO DOS MEUS FILHOS. MAS O MAIS IMPORTANTE, ESTAVA PERDENDO  A MINHA FAMILIA, O AMOR DA MINHA FAMILIA.
Ninguém me fez caso.  A minha esposa em Inglaterra acabou por se separar comigo devido a falta de um homem que a ajudasse em casa com os 2 filhos e despesas diárias da casa, pois eu estando aqui e sem trabalho, nada podia fazer…, sobrevivi com ajuda durante todo esse tempo de Nando Vaz, Lamba, Manelinho, Rui de Barros, Braima Cubano, um primo meu chamado Tchumpo, de uma senhora chamada São Cardoso e da minha mãe, e mais alguns.  Esta foi a 1ª derrota psicológica e espiritual que sofri nestePROCESSO POLITICO.    Felizmente depois de 8 meses, eu, um amigo chamado João Vieira que trabalha na APGB e DECO que era da Viação, conseguimos a nossa maneira recuperar o passaporte e obter o levantamento do embargo da viagem para assim me reunir de novo com os meus filhos depois de 8 meses. Tudo isto foi possível devido a compreensão humana de vários magistrados.  Mas ainda aqui, em Bissau antes de viajar, NDINHO e 3 homens armados vão a minha casa, infelizmente para eles, nada conseguiram fazer porque eu não estava.., aqui foi a 1ª tentativa.

3-     Viajei para Inglaterra e depois de 3 meses regressei a Bissau, dois dias depois da minha chegada sofro a 2ª tentativa contra a minha vida a mando de Ndinho novamente…, .  As coisas continuam e NDINHO manda a mesma pessoa a carga de novo…, e nada.  Com toda esta situação e em termos de segurança pessoal, pedi uma viatura, apelei, supliquei, implorei vezes sem vezes a pessoas próximas de si e do projecto ou processo que estavam envolvidos diretamente.  Mas todos me desprezaram porque era e é o Doka. Bó dixal.    Na chuva, no vento, no frio, no sol…, eu Doka sempre na via publica esperando por boleia ou táxi.  Sentia e me sinto ainda como lixo.  Não por sua parte, mas por parte de elementos do Projecto. Triste, mas aguentei.
4-     Fui preso pela 2ª vez, mediante um aparato policial jamais visto com uma juíza comandando a frente, porque o Doka Internacional é um troféu na Guiné Bissau e uma honra para quem o humilhar ou abater.
5-     Um julgamento é orquestrado e montado com o NDINHO por trás, e me embargam a viagem de novo e me pedem o passaporte. Ninguém me ajuda na recuperação dos mesmos…, e volto a ser eu de novo a fazer tudo e recuperar tudo.   Mas agora vem o inicio da gota de agua aonde tudo começa a transbordar.
6-     No dia 4 de Dezembro de 2016, elementos a mando de NDINHO, veem a minha casa durante a madrugada e da-se o inicio ao tiroteio.  Toda a gente vem para minha casa, alguns amigos e familiares.  Elementos do PRS telefonam-me…, mas os do projecto aonde eu Doka pensei que pertencia ou fazia parte, nenhuma chamada quanto mais visitar. Nem se quer a minha mãe telefonaram, apenas para solidarizar.   Recebi informações de que o ministro do interior teria recebido indicações do Presidente para que cuidasse do meu caso…, a minha mãe falou em segurança e a resposta vinda de cima foi para que eu fizesse uma carta dirigido ao ministério do interior a pessoa  de Botché Candé.  Recordar que este acontecimento a 4ª tentativa contra a minha vida foi num domingo…, e me estão falando de formalidade da carta num domingo ao invés de se preocuparem com a segurança pessoal de uma pessoa que deu a sua vida por esta luta e processo.  Passaram- se duas semanas e acabei por viajar para Inglaterra…, ninguém se preocupou com a minha segurança, não vi nenhum gesto.
7-     No dia 16 de Dezembro, duas semanas praticamente depois do tiroteio, tento viajar para me encontrar com os meus filhos para o natal…, sou barrado no aeroporto devido a um erro administrativo e reconhecido a posterior pelos serviços de emigração guineense e perco o voo…, mas todos do PROJECTO  souberam da situação, mas fui ignorado ao ponto de vender alguns dos meus pertences para viajar pela 2ª vez em menos de 48 horas.  Ninguém se posicionou, fiquei pela minha sorte, OS MEUS FILHOS NÃO PODIAM CHEGAR A PORTUGAL SEM EU LA ESTAR. FOI UM PREJUIZO SEM CONTA.
8-     Vejo nomeações de pessoas sem nível e sem capacidades e que nunca vi neste processo quando a coisa estava preta e perigosa, mas com mais regalias do que eu.  Porquê?  Afinal, quem foi que sofreu mais do que eu??? Quem foi que mais saíu prejudicado em todo este processo???  Porque razão muitos foram nomeados com salários estrondosos e com viaturas de alta gama?  Será que os filhos desta gente tenham o direito de beber e alimentar-se de leite e os meus filhos de vento?  Ou será que eu não tenho direito a vida como eles?  Porque razão eu Doka Internacional continuo sendo desprezado e descartado por todos?   

Camarada Presidente, afastei- me deste projeto, não de si…, mas o seu silencio para com toda esta minha situação me deixa também um pouco tocado.
Estão sendo injustos comigo, pessoas deste projeto…, e antes de tomar qualquer medida que possa pôr em causa a minha dignidade e honra, vim por este meio lançar o u,timo grito de SOCORRO.
PÁ DJUBI SITUASSÓN DE DOKA INTERNACIONAL URGENTEMENTE.

Existem pessoas lhe enganando e mentindo ao Doka Internacional.
Sem mais assunto.


De: Doka Internacional