quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

“Enfrentar o passado para construir a Guiné-Bissau de amanhã” – Começa esta quarta-feira em Bissau e terá música

O simpósio internacional “Enfrentar o passado para construir a Guiné-Bissau de amanhã” (Nó nfrenta pasado pa nô kumpu no Guiné-bissau di amanhã) começa hoje na sede da Assembleia Nacional em Bissau e decorre até 11 de fevereiro.
Convidados nacionais e internacionais, incluindo o ex-presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, vão reflectir sobre porquê e como fazer avançar o processo de reconciliação nacional na Guiné-Bissau para acabar de vez com o conflito. Na noite de sexta-feira haverá também um concerto com Zé Manel Fortes, Sambala Kanuté, Binham, Eneida Marta e outros, na Praça dos Mártires do Pindjiguiti.
O simpósio é organizado pela Comissão para Organização da Conferência Nacional “Caminhos para Paz e Desenvolvimento” e tem como objectivos principais: aumentar a consciência nacional sobre a importância de lidar com o passado para resgatar o país do ciclo de instabilidade e conflito político e social; Reforçar a consciência colectiva sobre a pertinência da Conferência Nacional – Caminhos para a Paz e Desenvolvimento; e Capacitar os delegados para a conferência nacional.
A Comissão para Organização da Conferência Nacional “Caminhos para Paz e Desenvolvimento”, liderada pelo Padre Domingos da Fonseca, foi restabelecida pela Assembleia Nacional Popular em 2015, para retomar os trabalhos de consulta iniciados em 2009 sobre a necessidade de, através de uma Conferencia nacional escolher um mecanismo de reconciliação nacional para a Guiné-Bissau que possa atacar as causas do conflito, escrever a história comum dos guineenses para que o país possa virar a pagina do passado e avançar para o desenvolvimento.
Até ao momento a COCN analisou os resultados das consultas a mais de três mil pessoas em todo o território da Guiné-Bissau, estudou a experiência de outros países como Timor-leste e Costa do Marfim e produziu o seu relatório final que será também apresentado no simpósio.
A COCN tem tido o apoio do Escritório Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz (UNIOGBIS), o Fundo das Nações Unidas para a Consolidação da Paz e do Governo de Timor-Leste.