sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

FADIA PARECIA SÉRIO ATÉ JOMAV ENTRAR NO PODER. DE LÁ PARA CÁ, TORNOU-SE NUM MENTIROSO DESCARADO E OPORTUNISTA OPORTUNO. EM 2014, DUAS SEMANAS DEPOIS DE DSP TER SIDO NOMEADO PRIMEIRO-MINISTRO, SAIU A REVELIA PARA IR NEGOCIAR COM JOMAV EMPRÉSTIMO DE 15 BILIÕES DE FCFA PARA PAGAR SALÁRIOS EM ATRASO DO PERÍODO DE TRANSIÇÃO. DSP VOLTOU E SOUBE DAQUILO REPUDIOU SEVERAMENTE NÃO PELO EMPRÉSTIMO, MAS PORQUE OS DOIS BANDIDOS, JOMAV E FADIA ENGAJARAM O GOVERNO SEM A SUA PRESENÇA. DSP CUNSI ESTADO IKANA SETA PA BÓ MARAL MON. HOJE, TODO O PAÍS SABE QUE FADIA É BANDIDO MAIOR

OPINIÃO AAS: MENTIRA OU FALCATRUA?


O Ministro da Economia e Finanças, João Aladje Fadia, ao falar durante um encontro com operadores económicos sobre a reforma das finanças públicas, disse que as finanças públicas estão hoje numa situação muito grave porque nos dois últimos anos o Estado contraiu uma dívida na ordem de 88 biliões de francos CFA com os bancos. Só ao Banco Central, o Estado está a dever 40 biliões de francos CFA. E perguntou o que é que se construiu com este montante.

Ora, estas declarações do Ministro da Economia e Finanças são absurdas por várias razões:

Primeiro: Desde 2003 que o Banco Central dos Estados da Africa Ocidental (BCEAO) deixou de dar crédito aos Estados membros, podendo estes endividar-se apenas junto do mercado financeiro regional;

Segundo: O Ministro foi até à sua recente tomada de posse Director Nacional do BCEAO para a Guiné-Bissau. Estas afirmações são graves pois podem configurar uma das três hipóteses:

O Ministro está a mentir descaradamente, o que não é bom para a credibilidade de um Ministro das Finanças;

O Ministro fez, enquanto Director Nacional do BCEAO, negócios com alguém em nome do Estado da Guiné-Bissau à revelia dos antigos titulares da pasta das Finanças e do próprio Governador do BCEAO;

O Ministro está a montar uma operação de fraude e de roubo ao Estado guineense para fins inconfessáveis, utilizando esta inverdade;

Na realidade, se o Estado devesse este montante (40 biliões de F CFA), o valor teria figurado nas estatísticas monetárias, nomeadamente na Posição Líquida do Governo, que são compiladas e publicadas pelo BCEAO.

Segundo as estatísticas monetárias, em Setembro de 2016, a Guiné-Bissau devia ao BCEAO apenas 10,7 biliões de F CFA e não os 40 biliões de que fala o Ministro. Estes dados são do domínio público, podendo quem desejar obtê-los junto das entidades oficiais. AAS