terça-feira, 31 de janeiro de 2017

COPIAR E COLAR: OPINIÃO AAS: JOMAV não tem moral para falar de corrupção

Em Agosto de 2015, o presidente da República da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, justificou a sua decisão de demitir o governo do PAIGC liderado pelo Engº. Domingos Simões Pereira com um suposto desvio de 57 biliões de Francos CFA das Finanças Públicas.


No passado dia 24 de Janeiro, nos cumprimentos do Novo Ano dos Deputados da Nação, o Presidente da República voltou à carga com a acusação (feita anteriormente pelo seu Ministro da Economia e Finanças) de desvio de 30 biliões de Francos CFA pelos governos do PAIGC. E acrescentou dizendo que tem provas. Se de facto tem, a única coisa a fazer é apresentá-las ao Ministério Público. 

Consideremos o montante mais elevado (57 biliões de CFA). Um tal desvio, a confirmar-se, teria seguramente lugar no Guiness Book of The Records. É que desviar num ano a quase totalidade da receita fiscal anual do país não deve ser tarefa fácil, e só está ao alcance de cabeças ocas...

Em vez de persistir em acusaçoes de peculato contra os seus adversários políticos, o Presidente da República devia primeiro elucidar-nos sobre:

O paradeiro dos 12 milhões de dólares de Angola que não passaram pelas contas do Tesouro no BCEAO, quando ele era Ministro das Finanças, e que lhe valeram um processo judicial, 48 horas na cadeia por ordens do PGR de pacotilha Abdu Mané, com acusação definitiva apenas à espera de julgamento.;

O paradeiro dos 17 milhões de dólares de dívida pública contraída pelo governo, em 2011, quando ele era Ministro das Finanças, para a reestruturação da Guiné Telecom e da GuinéTel, e que não foram utilizados para a reestruturação destas duas empresas, estando ambas em falência técnica e financeira, com os seus 200 trabalhadores sem salários há 38 meses.

Se o presidente da República, José Mário Vaz, nos elucidar sobre o paradeiro destes quase 30 milhões de dólares, aí sim, terá autoridade moral para acusar os outros. Enquanto não o fizer, ele não tem um pingo de autoridade moral, quanto mais de vergonha, para estar a lançar verborreias ou ventilar barbaridades, acusando quem quer que seja. AAS