sábado, 10 de dezembro de 2016

ÚLTIMAS NOTÍCIAS: ''PRESIDENTE DA GÂMBIA RECUA E REJEITA RESULTADOS ELEITORAIS''



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FONTE: PÚBLICO e AFP 10 de Dezembro de 2016, 0:29
Presidente da Gâmbia recua e rejeita resultados eleitorais
Depois das eleições de 1 de Dezembro que ditaram a sua derrota, Yahya Jammeh aceitou a vitória do opositor. Mas agora diz que rejeita os resultados.
Uma semana depois de ter assumido a derrota eleitoral, o actual Presidente da Gâmbia, Yahya Jammeh, voltou com a palavra atrás e, esta sexta-feira, garantiu que não reconhece os resultados das eleições de dia 1 de Dezembro que deram a vitória a Adama Barrow.
“Assim, tal como lealmente aceitei os resultados, acreditando que a Comissão Eleitoral era independente, honesta e confiável, rejeito-os na sua totalidade”, afirmou Jammeh denunciando “erros inaceitáveis” por parte das autoridades eleitorais.
Das eleições saiu como vencedor Adama Barrow, que prometeu acabar com as violações dos direitos humanos no país e reverter a decisão da Gâmbia de abandonar o Tribunal Penal Internacional. Barrow reagiu ao anúncio dos resultados oficiais dizendo esperar que o chefe de Estado aceite a derrota.
Barrow obteve 45,5% dos votos e Jammeh 36,6%, com o terceiro candidato, Mama Kandeh, a receber 17,8%. Jammeh, de 51 anos, tinha dito durante a campanha que só Alá o poderia retirar do cargo.
Yahya Jammeh está no poder há 22 anos. Adama Barrow, um ex-agente imobiliário que substituiu o líder da oposição detido, era visto como um nome de recurso encontrado à última da hora para fazer frente ao todo-poderoso Jammeh – um ditador que promoveu um culto em torno da sua personalidade, adoptando o título pomposo de “Excelência Sheikh Professor Doutor Presidente”.
Nas suas duas décadas no poder, Jammeh conduziu uma política externa que conduziu o país – uma pequena língua de terra rodeada pelo Senegal com 70 quilómetros de costa – a um crescente isolamento. A decisão mais recente foi a saída da Gâmbia do Tribunal Penal Internacional, mas antes Jammeh já se tinha retirado da Commonwealth, que caracterizou como um organismo “colonial”. Há vários anos que a União Europeia tem milhões de euros de ajuda para o desenvolvimento bloqueados por causa das violações de direitos humanos atribuídas ao regime de Jammeh.