terça-feira, 20 de dezembro de 2016

*Mindjer tene balur, ma sim midida*

Acredito numa Pátria mais justa e fraterna entre e para as mulheres, onde juntas construímos a unidade no seu patamar maciço, sob o qual prevalecerão preceitos como: a verdade, a ética e luta pelas causas justas.
Há por bem a lei, atendendo a súplica mundial, consignada em tratados internacionais e firmados por uma maioria, que eleva a igualdade e o Direito da mulher nas várias vertentes duma sociedade, ressalvo o Direito à Liberdade e à privacidade! A Mulher por si conquistou arduamente o seu direito a suor e paulada nos trâmites que ultrapassam todos os tratados e movimentos, a mulher é única e deve cada vez mais pensar por si, tirar a sua ilação, deve todavia sentir e designar um limite, que é a tábua de consideração entre os direitos!
A cada vez que um direito pisatea o outro, perde o seu fulcro.

Defendamos a mulher, a sua emancipação, a sua não relegação ao segundo plano, defendamos todos os direitos que nos dignificam enquanto mulheres, sobretudo o de não à violência!
Outrossim, capacitemo-nos como mulher, para que nenhum movimento, fundação ou associação seja ela qual for, use de nós para um princípio obscuro e dum modo anti-ético e sobretudo, na defesa duma política partidária onde a luta pela razão das partes suplanta a dor do povo.
E repensando a mulher e a sua atitude perante a coerência, a mulher deve, ainda que contra uma multidão, ousar defender aquilo em que acredita, como alguém que eu muito admiro disse, nesse caso a vítima: "Não, já passaram 4 anos e foi um momento difícil para os três, que conseguimos superar como podíamos, valendo-nos Deus e mais ninguém; então não vou compactuar com a politização dessa mágoa agora, foi uma vez e serviu de lição!"
É inegável que a relação entre a razão, a ética-moral e o sentimento é de todo interessante e deve ser aplicada por cada mulher, consciencializando-nos que mesmo numa disputa, é preciso sentir a dor do próximo, sentir bambaram e delinear o modo certo.
A Mulher deve ter a sensibilidade de não e nunca usar a dor da sua semelhante, sobretudo quando a própria vítima diz que não, para defender uma causa que envolve corrupção, favoritismo e injustiças; ainda que a causa oposta não seja melhor!
A mulher deve, sobretudo quando é mulher de direito, que conhece as prerrogativas da lei, não condenar um agressor- por assassinato, quando nem da tentativa se trata; mulher da lei deve ainda ter atenção no transitado ou não a julgado, mulher da lei deve por princípio levar em consideração, a situação da criança, numa situação que já se ultrapassou há anos.
E agora por favor, peço encarecidamente às mulheres da minha terra, que lutemos juntas, mesmo sendo uma maioria em desvantagem, mas somos maioria, que lutemos contra a politização dos nossos problemas, sem medidas coesas para os sanear.
Peço às mulheres da minha Guiné, para questionarem Jomav, Cipriano Cassama, DSP e todos as partes envolvidas nesse processo em que nos envergonham cada vez mais, e não permitir que nos confundam com culto de personalidade, santificando uns e diabolizando outros!
Peço às mulheres, todas as mulheres da minha terra, que se libertem dos favoritismos, das verbas, das defesas em causas próprias ainda que camufladas, que comecem a ouvir as partes envolvidas no processo para o desenvolvimento, e só a partir daí delinear estratégias de contribuição para o país; pois a resolução de qualquer problemática passa por ouvir as partes, todas!
E é como mulher que digo, sou contra a violência e nunca sofri uma, nem com companheiro, nem com pai e nem com irmão! E haja testemunha que quando um dia me vi abraçada a ela, do lado da vítima fiquei, abracei, chorei, pedi desculpas e repudiei!
Camaradas, Mulher é muito mais do que podemos sentir ou expressar...