sexta-feira, 25 de novembro de 2016

POVO I KA LIXO! POVO I KA LIXO! POVO I KA LIXO! POVO I KA LIXO!



"A vontade do povo está expressa na CONSTITUIÇÃO... E caso haja dúvidas se essa vontade está actualizada, pode ser organizada um REFERENDO por quem de direito (sai mais barrato do que ficar 15 meses sem aulas, sem saúde, sem fiscalização, sem programa de governação, etc etc etc) / Consciência&Critica", Gaio Martins Batista Gomes
A coragem de Cabral tem que nascer, SEM AQUELES QUE O MATARAM E SEM AQUELES QUE USAM O SEU POVO.
Para ser franco eu também acredito que somente uma verdadeira revolução popular colocaria um fim a este circo que o nosso Presidente da República nos colocou desnecessariamente... de igual modo que não acredito que esta população guineense seja capaz de tamanha audácia...
Aquela coragem que caracterizou o inicio da luta para a independência e que foi fundamental para que a data de 25 de Abril fosse memorável para os portugueses... agora não passa de uma imaginação, essa bravura morreu com Amilcar Cabral a 20 de Janeiro de 1973, essa determinação perdeu o seu foco através de umas balas cravadas no corpo de um guineense que não aceitava viver oprimido e sem escolher o seu próprio destino. É pena, é muita pena que essa característica já não pertença ao povo guineense. É com muita pena que tenho que admitir isso.
O sistema está montado a soprar a favor da manutenção desse medo da mudança, da manutenção da sobrevivência do pedinte, do mudo, da manutenção do enriquecimento rápido do traidor da pátria, da manutenção ilustre “ muntrus “, mas acima de tudo o sistema está montado para silenciar quem tente levar de forma séria a frase “ levanta é hora da revolução”.
Ai, ai...! Coitado desse cidadão, prontamente seria acusado pelo sistema de incentivar a violência, mesmo que consiga escapar as rédeas da justiça que funcionam para os “ Zés ” ninguéns, ficaria ancorado as humilhações de lhe transformarem em coitado que todos estariam proibidos de lhe dar emprego, até ter que chegar ao ponto de o povo que ele tentou despertar sussurrar em bom som “ i pensa El ke na kumpo Guiné, nada ika odja “, se tornaria mais fácil saber dos seus “podres” do passado do que saber o apelido de Amilcar e se por infelicidade esse individuo chegasse a falecer, a autopsia popular e do sistema diria que “ Borgonha ku matal “.
Estou descrente nesta tão “necessária revolução popular“, pois não consigo imaginar o nome de um líder actual guineense para esta batalha.
Os maiores actos de coragem ocorrem aqui neste espaço virtual através de conjuntos de letras que por vezes tenho a sensação que elas fazem melhor o papel de oposição do que qualquer outro partido legalmente instalado na Guiné-Bissau, por vezes tenho a sensação que elas desmoronaram muitas iniciativas desses políticos malfeitores, mas tem estado a funcionar como as aulas teóricas, falta as aulas praticas.
Quem fará a parte pratica?