segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Poesia do passado,no presente: Camarada Amilcar

Camarada Amilcar
No chão vermelho
Do teu sangue, Camarada,
caem como gotas de orvalho
As lágrimas sinceras de dedicação. 
As flores da nossa luta
Que tu com carinho plantaste
Estão a desabrochar
Em gargalhadas infantis.
E descansa que não secarão.
Serão sempre regadas
Com o nosso suor e sangue,
Serão sempre alimentadas
Pela força na nossa vontade.
E serão, camarada Amílcar,
Serão livres...livres...
Livres como o sol do nosso hino,
Livres como o vento que desfralda a nossa bandeira,
Livres, como a liberdade com que sonhaste.
É assim...
Uns chegam ao fim
Mas outros ficam pelo caminho
Não por desfalecimento,
Mas pelo seu valor e coragem.
E de entre todos, os mais felizes
Serão os que conseguirem plantar
As flores que deixaste
No canteiro livre
Da Guiné e de Cabo Verde!
Por: Agnelo Regala
Luta na continua...