quinta-feira, 17 de novembro de 2016

O PAIGC NÃO ESTÁ EM CRISE!

Foi este, o consenso do encontro de quadros técnicos simpatizantes do partido, CONQUATSA, convocada ontem, dia 15 de novembro, que teve lugar no Salão Nobre Amílcar Cabral, na sede nacional do partido.
Num debate de ideias aberto, franco e descomprometido os vários intervenientes que usaram da palavra, foram unânimes de que: o grupo dos 15; o PRS e o Suprema Tribunal da Justiça é que estão em crise e o seu principal responsável, tem um nome: “Sua Excelência, o presidente da República, Sr. JOMAV.”
A reunião foi aberta pelo presidente do partido, Domingos Simões Pereira, que ao falar da interação dinâmica da base ao topo, que vem sendo empreendida pela sua direção, com base em suas orientações ideológicas, de entre os quais, o centralismo democrático, questionou: “hoje quais são as tendências... quais as lições devemos recolher?
Em sua modesta opinião, os militantes do partido devem analisar as causas e as razões das crises no seio do partido, face ao legado do fundador da nacionalidade, Amílcar Cabral e a transformação estrutural que se pretende operar.
Orientando, a sua alocução de forma pedagógica, por intermédio de uma tabela, que à moda francesa se chamaria “caneva”, distribuída a audiência, lançou pistas para um debate que deixou em aberto, para eventuais comentários dos participantes, que passo a citar:
1º Sector/Domínio /2º Amílcar Cabral /3º Tendência atual (questionamento) 4º Aprendizagem Qual a nossa atitude face às escolhas/:
Objectivo Político: 
Construção de uma nova sociedade – mais justa, mais equilibrada, mais desenvolvida;
Conquistar o poder pelo poder – “o partido não é a santa casa da Misericórdia”;
Renovar os fundamentos ideológicos do partido;
Presença do partido: 
As seus verdadeiros e melhores militantes – aqueles que todos os dias se forçam por tornar o partido melhor; 
A quem paga “ quem assume as despesas do partido;
Trabalhar para a autonomia e auto-sustentabilidade do partido;
Princípio Organizativo: 
Centralismo democrático – critica e autocrítica: cadeia de auscultação “ da base ao topo; cadeia de decisão “ do topo à base; 
Anarquismo “ não existe nem no topo e nem na base e por cada promoção a exigência de mais direitos;
Democracia “ inclusiva e participativa: todos contam e os melhores lideram
Modelo organizativo “Unidade e Luta” – mobilizar e sensibilizar as massas em torno do Programa Menor e preparar o Programa Maior;
Iniciativas individuais e a conquista de posições internas para afrontar a direção; Concepção – programação – disseminação – Execução – controlo;
Cargo político/público: 
Assumindo em nome e representação do partido “ Oportunidade para servir e não para ser servido; 
Prémio individual pelo esforço feito “a campanha serve para reclamar direitos; Apresentação de contas ao partido e ao povo;
Responsabilidade financeira e patrimonial: 
Dos militantes – verdadeiros donos do partido;
Do presidente e da direção “aqueles que receberam a maior fatia do bolo; 
Autonomia, sustentabilidade, responsabilização;

Num outro quadro sobre “a difícil conciliação entre o exercício da democracia, o respeito pelos princípios do partido e a observância da disciplina”, analogicamente, teceu considerações sobre os eventos realizados pelo partido, desde o seu VIII Congresso, em 2014 à Formação de governo – fim da legislatura, em 2016, comentando os aspetos da Acusação – versão enviesada, em que entre outros pontos, para demitir o governo, destaca-se a: “Corrupção e nepotismo, Nova configuração da ANP, Nova maioria”; para inviabilizar o Acórdão de Conacri, declara-se “Impossível aplicar sem reintegração pela dos 15 que devem retomar os seus lugares e competências nos órgãos do partido; e para a nova formação do governo, de que “O PM deve ser sobretudo da confiança do Presidente da República”. Perante à Realidade há “Tentativa de sequestro dos direitos e responsabilidades outorgados pelo povo”; “Tentativa de descredibilizar o acordo e transferência de responsabilidades; “15+PR+PRS presos por um acordo; e ingerência direta nos assuntos do partido” e “O acordo de Conacri já produziu um consenso sobre a figura do PM e a formação do governo, respeita a constituição. Quanto, a Lição apreendida, entre outras “Dominar e respeitar os princípios da convivência democrática; defender a verdade” (fim de citação).

O debate que se seguiu, foi extremamente participativo. Todos fizeram questão de opinar. Manifestaram a sua satisfação pelo encontro, a sua surpresa pelo facto de o partido, em vez de concentrar a análise na crise política vigente, ter colocado o acento tónico em suas questões estruturais internais, tais como: a política de inclusão do partido, com vista a unir o partido e o Estado da Guiné-Bissau, a escolha do Cabeça de Lista, dos deputados, qual deve ser o perfil dos candidatos, a realização da Convenção Nacional, o Congresso da UDEMU, da JAAC, a Conferência da CONQUATSA, o recenseamento biométrica a decorrer, na Boa Governação, etc, etc.
No fim, sugeriu-se que a CONQUATSA, enquanto um órgão consultivo, continuasse a dar largas a sua iniciativa, agrupando de forma estrutural, no seu seio os quadros, por áreas de interesse profissional, no sentido destes puderem permanentemente subsidiar de forma efetiva, o partido com as suas válidas contribuições técnicas, e que a Escola de Formação Ideológica do Partido Amílcar Cabral seja retomada.
Marcaram presença nesta efeméride, o 1º vice presidente, Carlos Correia, o secretário Nacional, Ali Hijazi; o líder da bancada parlamentar, Califa Seidi; secretário pela comunicação, Cancan Barbosa e os responsáveis das organizações de massa: da UDEMU, Blony Nhama Namtamba Nhasse e Adiato Nandingna; da JAAC, Victor Naneia e do José António Cruz Almeida, em representação da CONQUATSA.
Bissau, 16 de novembro de 2016
Carlos Vaz