sexta-feira, 18 de novembro de 2016

DÍLIO À MULHER GUINEENSE: Por Carlos Vaz

Em Tempo de Crise, mais Vale Cantar o Amor, disse uma celebre Senhora. Desta feita, dedico o poemeto, em baixo, a todas mulheres guineenses.
IDÍLIO À MULHER GUINEENSE
O teu corpo fascina os meus olhos,
nas tuas rijas “rabadas”, correm as cataratas de Cuselintra,
que de Geba, ao mar dos Bijagós,
vão desaguando o teu fecundo leito.
Os teus redondos, firmes e rijos mamilos,
formam as montanhas de Colinas de Boé,
que outrora, amamentaram gerações africanas,
serviram de esconderijos dos valentes Combatentes de Liberdade da Pátria.
A tua sensual barriguinha de «pilon»,
que desafia a viola do saudoso José Carlos Schwartz,
que compôs a famosa melodia: Apíli, Apíli, Apíli, Apíli…
é um grito da tua sensualidade feminina,
que nas noites de orgias dançantes,
em que desfilas, de tabanka em tabanka,
os homens enchem-se de calor,
e num ritmo acelerado as suas intimidades erguem-se,
semelhante a dos «salton» das nossas «bolanhas»,
que excitados, durante a maré comemoram a festa.
As tuas esculpidas mãos,
testemunham o árduo trabalho,
em lutar pela melhor vida dos teus filhos,
a tua perseverança,
a tua tolerância de ser uma verdadeira mãe,
simbolizando a nossa Mama Guiné.
Ah,
como, nunca mais esquecerei,
o nosso êxtase, encontro ao luar,
em que a Lua beijava o teu rosto como uma dália,
e na areia branca da praia de Varela,
rolamos os dois, como duas crianças mais feliz do mundo,
confirmando a tua alegria de viver
e a tua inconfundível beleza de ser mulher guineense.
Ainda, me lembro do fugaz ritmo do meu sangue,
engrossando como se fossem rápidas cascatas de um rio,
em que olhei para o marcante brilho dos teus olhos, cor de «mampataz», e exclamei:
Tu és um idílio no meu coração.
Bissau, 22 de Março de 1993
Carlos Vaz