quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Auscultação para nomeação de novo Primeiro-ministro


Carlos Correia, primeiro vice-presidente do PAIGC, disse que José Mário Vaz não aceitou informar o partido sobre o nome da figura que irá nomear primeiro-ministro do país.
"Não viemos aqui ouvir que vai nomear um novo primeiro-ministro. É óbvio que se demitir Baciro Djá terá que nomear um novo chefe de governo. O que queremos saber é quem é que vai nomear", disse o antigo primeiro-ministro.
Segundo Carlos Correia, o Presidente informou apenas que, com base no acordo de Conacri, irá nomear um dos três nomes propostos. Se José Mário Vaz retirar uma vírgula ao que ficou estabelecido em Conacri, o acordo é nulo.

PR da Guiné-Bissau vai voltar a consultar os partidos com representação parlamentar
O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, vai voltar a consultar os partidos com representação parlamentar na quarta-feira, depois de hoje ter demitido o Governo, disse à Lusa fonte presidencial.
Nas convocatórias, o Presidente guineense faz saber que irá proceder a nomeação do novo primeiro-ministro à luz do artigo 68, alínea g) da Constituição guineense, que refere que o Presidente ausculta os partidos e escolhe o líder do executivo de acordo com os resultados eleitorais.
A nomeação de um novo primeiro-ministro já foi tema de discussão em outros encontros promovidos por José Mário Vaz nas últimas semanas.
Em nenhum deles houve unanimidade sobre qual dos três nomes propostos pelo Presidente deve ser escolhido: o general na reserva Umaro Cissoko, o político Augusto Olivais ou João Fadiá, diretor do Banco Central dos Estados da Africa Ocidental (BCEAO) na Guiné-Bissau.
O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), vencedor das últimas eleições em 2014, já disse que apoia o seu dirigente, Augusto Olivais, enquanto a maior força da oposição, o Partido da Renovação Social (PRS), não se comprometeu com nenhum nome e diz que cabe ao Presidente escolher.
Pelo meio há 15 deputados dissidentes do PAIGC que se juntaram ao PRS para formar uma nova maioria parlamentar.
O Acordo de Conacri, mediado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), prevê que este grupo regresse ao partido.
Os dirigentes políticos guineenses assinaram o acordo a 14 de outubro, mas ainda não houve reconciliação dentro do PAIGC.

Lusa/fim