quarta-feira, 19 de outubro de 2016

SOBRE O PUSD COMO A TERCEIRA VIA MAIS OS MALANDROS DO BLOG INTELECTUAIS BALANTAS NA DIÁSPORA


Mana Voz, queria voltar ao derradeiro ponto do debate: Como é que a nossa Dra chega lá?
Percebo perfeitamente a tua argumentação “não temos meios financeiros”, porém o que não podemos conceber é que este obstáculo seja fatalmente impeditivo. Não é aceitável. Se o PUSD ou qualquer outro partido renunciar a mobilização da massa porque não tem dinheiro estará a vender atestado de incompetência e, por isso, não merecerá atenção do povo guineense.
Mas será que o grande problema é mesmo a questão financeira?
Quanto é que custará uma campanha de “ir aos guineenses”?
Será que já se sentou para pensar no assunto e ver os pontos um a um e, estudar todas as formas de mudar as coisas? Ou dizer que não há dinheiro é apenas uma opinião sem fundo?
Se as repostas às questões supramencionadas forem “negativas”, então o problema não será da falta de dinheiro, mas sim, da desorganização, da inexistência de dinamismo e da liderança do proprio partido.
Portanto, dona Voz, existe muito trabalho a ser feito e temos que o fazer, caso contrário, estaremos a abortar oportunidade das nossas manas poderem dar um outro rosto às lideranças no nosso país o que seria uma pena. Como disse a Neusa, elas têm que chegar lá por mérito que têm e não porque o Junilto quer vendar o seu rosto de feminista ou coisa parecida.
Vi as palavras da nossa Dra, seria uma questão de ma fé não aplaudir o que ela está a fazer na escola, penso que é de louvar.
No entanto, não podemos misturar as coisas: uma coisa é o nosso dever como cidadãos singulares, outra coisa é o mínimo exigível para que sejamos um partido alternativo.
Não basta apoiar uma escola, é preciso mais e muito mais. Se me disserem que o PUSD se converteu numa associação de apoio à educação, então está a fazer o seu trabalho, mas como partido politico, penso que anda nos recreios e quer fazer querer que está dentro da sala de aula.
Vamos fazer do facebook par-time e full-time no campo de trabalho para fazer com que este partido seja alternativo. É possível!!!!!
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SOBRE OS “INTELECTUAIS BALANTAS”
Não podia deixar de tecer algumas linhas ao meu caríssimo Wilrane Fernandes.
Meu caro, não vi a existência da ligação que tentou fazer entre a minha tese e a sua (a que defende na Resposta a Crítica da Carmelita Pires)
Em primeiro lugar, não acho e não disse que Carmelita não pode ser alternativa. Acredito que ela pode lá chagar e sugeri o que penso que deve ser feito para lá chegar.
Não conheço Carmelita, por isso, não me compete efetuar juízo de valor em relação à sua pessoa, o que fiz é questionar as posturas dos pequenos partidos incluindo PUSD.
Porém, se tivesse que julgá-la à luz do documento que nos traz, certamente só teria aplausos da minha parte. Por isso, meu caríssimo, parece-me uma tentativa manipulatória, tentar induzir as pessoas a pensarem que existe alguma ligação entro o que disse e o que escreve na sua publicação.
Devo lhe dizer que fui uma das primeiras pessoas que leram esta publicação e tive muitas dificuldades em chegar ao fim, bem podia ser pelas minhas limitações linguísticas, mas não. Foi pela dificuldade que tenho em lidar com contradições. Digo isso porque sei e o meu irmão sabe que tipo da retórica usou na sua argumentação.
Qualquer um que leia este artigo terá notado, ao longo de todo o discurso, a existência da arte de BEM FALAR E MAL PENSAR. Uma das consequência desta arte é fazer com que as verdades” sejam” mentiras e as mentiras verdades.
Mas para que as minhas palavras não sejam vãs, vou dar um exemplo:
“Quantas Associações existem, por essa Diáspora Guineense, com a designação de “Filhos” desta e daquela Localidade ou Região do nosso País? Serão todas elas mais prestigiosas do que a nossa, para só dirigir contra nós a sua desabrida censura?”
Por estas palavras parece evidente que se se aceitar que a designação “filhos de” então tem que se aceitar a designação “balantas”
Se enquadrarmos este raciocínio num contexto silogístico, vemos que as semelhanças entro o termo “filhos de” e “balantas” não são suficientes para que a conclusão consequente seja verdadeira. Normalmente os gentílicos são descriminados até nos documento da identificação coisa que não acontece com os etnónimos. Portanto, estamos perante uma falsa analogia.
Mas parece-me que a maior das contradição que merece ser denunciada é a que se nota entre a designação e conduta do grupo dos “intelectuais balantas”
Primeiro porque a haver criticas contra os balantas a “covardia” não seria, de tudo uma delas. Por isso, não se percebe o porquê de um intelectual que se diz balanta tem que recorrer à mascaras para defender a sua intelectualidade.
Como é que um balanta orgulhoso se esconde para manifestar o seu orgulho?
Outra coisa que me ofusca o entendimento é porquê razão um grupo de intelectuais balantas é composto por militantes de PRS?
Será que estamos mesmo perante um grupo de intelectuais ou perante um grupo de discípulos de Kumba que, como ele, querem subir na vida, querem ver o dinheiro a entrar nas contas sem nada fazer e para tal, usam indevidamente o nome dos balantas para designar um blog de propaganda do PRS?
Todos nós que do inicio aderimos à este blog íamos lá para ver se aprendíamos algo sobre uma etnia com historias fabulosas, historia de gente integra! Mas o que nos veio? Deparamo-nos com um lamentável grupo de propaganda politica do PRS!
Meu caro, não podemos almejar um Guiné melhor e continuar a transportar de geração em geração os mesmos pecados, é preciso uma reflexão, é preciso uma mudança radical dentro de cada um de nós. Porque esta Guiné é e sempre será o que os guineenses forem.
São apenas pensamentos que negam outros e nada além.

As minhas saudações!