segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Saúde pública/ Oftalmologista adverte sobre consequências do uso de óculos sem orientação médica



O Chefe do Serviço de Oftalmologia do Hospital Nacional “Simão Mendes” apela aos guineenses para se abdicarem de uso de óculos de vista sem prescrição médica.
Em declarações à Agência de Notícias da Guiné, o médico Oftalmologista Meno Nabicassa, disse que é preciso deixar a prática de automedicação que se verifica no país, principalmente em relação ao uso de óculos graduados ou de correção de vista. 

Meno Nabicassa avisou que o uso de óculos sem orientação médica, acarreta consequências imprevisíveis, nomeadamente fadiga, crescimento da catarrata nos olhos devido ao esforço para tornar a imagem mais nítida, e stress. 

Por isso, aconselha que não basta ter dificuldades de visibilidade para comprar óculos, mas que se deve procurar um especialista da área para lhe indicar o que é preciso fazer e, se for necessário, que tipo de óculos usar. 

Instado a falar sobre os sintomas de dores de olhos, o médico oftalmologista disse que se for conjuntivite a vista fica vermelha, com lágrimas a escorrerem na face. “Nesta altura, a pessoa fica com pálpebras inflamadas e dificuldades ou incomodo perante a claridade da luz solar. 

“Há também dores de olhos que são provocadas pela alergia dos produtos de maquiagem, que podem penetrar nos olhos e provocar reações adversas”, informou, aconselhando as mulheres a deixarem de colocar as pestanas falsas nos olhos. 

Em relação às pessoas que adquirirem ôculos nos países europeus e que a sua visibilidade as vezes normaliza, Meno Nabicassa exorta-as a se dirigirem para centros de saúde para que esses oculos sejam examinados por um técnico oftalmologista competente.