quarta-feira, 26 de outubro de 2016

DIDINHO, ESCREVEU ISTO? NÃO ACREDITO. SINCERAMENTE. POR NÃO ACREDITAR, ATÉ AMANHÃ ÁS 8 HORAS TERÁS ESTE ESPAÇO

Uma mediação capaz de solucionar a crise política na Guiné-Bissau tem que ser feita necessariamente na Guiné-Bissau e com a presença de mediadores nacionais e internacionais de "peso" que possam estar no mínimo 1 semana no país a fim de ouvirem as partes da crise, e entre propostas e contra-propostas, todos terem tempo para reflectir, consultando as suas estruturas, no intuito de assumirem a necessidade de se pôr fim à crise através de cedências, visando salvaguardar o Interesse Nacional.
O Presidente da República também é parte da crise e deve fazer parte dos encontros de mediação e não ficar de fora, quando o que se está a mediar é precisamente a salvaguarda do Interesse Nacional, pela viabilização do país, bloqueado que está pela crise política.
Como foi possível o erro da deslocação de tanta gente a Conacri, sem a presença do Presidente da República da Guiné-Bissau?
Como perceber que cada participante da reunião de Conacri apresente a sua versão de um Acordo que teve um Documento final oficial, com os 10 pontos de um suposto Acordo rubricado pelos representantes das partes presentes?
O que tem a dizer a CEDEAO sobre o assunto?
Houve ou não Acordo em Conacri?
Quem foram os subscritores do Acordo e o que consta de facto desse Acordo?
Ao Presidente da República da Guiné-Bissau, deve-se questionar o seguinte: Se tudo passaria, ou passará por ele, em função do que lhe satisfaz em matéria de confiança, quando não está em causa a confiança pessoal, mas sim institucional, para que foi preciso o encontro de Conacri?
Para quê falar em mediação, em mediadores, se tudo terá que passar pelo Presidente da República, que também é parte da crise, não a única, obviamente, como sempre dissemos?
Positiva e construtivamente.
Por: Fernando Casimiro 26.10.2016