sexta-feira, 14 de outubro de 2016

ARMANDO QUADÉ RECORDA DIDINHO

AHH CRISE! QUE COISA FATIGANTE!!!
BOM, O MAIS IMPORTANTE NUMA LONGA VIAGEM É NÃO SE PERDER OU ACIDENTAR-SE NO CAMINHO. ASSIM SENDO, VAMOS ENTÃO REVER OS LIVRINHOS INCLUSIVE AS MEMÓRIAS DOS QUE JÁ ''TOMBARAM'' PELO CAMINHO, PARA MELHOR SITUARMOS COM PRECISÃO NO ESPAÇO E NO TEMPO KaKaKaKaKaKaKaKa

Por: Fernando Casimiro
''Seria interessante que o Sr. Presidente da República partilhasse publicamente uma declaração dos seus bens patrimoniais, antes de acusar outros de terem isto ou aquilo com base no exercício de práticas de corrupção!
A cada intervenção, uma constatação; uma triste constatação de desabafos em jeito de vingança, de alguém que, pese embora ter sido eleito para o cargo de Presidente da República, foi amplamente descaracterizado e confrontado com alegadas acusações públicas/institucionais e consequentes juízos de uma sociedade habituada ao "diz que diz" sobretudo quando decidiu avançar com a sua candidatura presidencial...
Podemos compreender e aceitar o desagrado do homem, do ser humano, do cidadão que se dá a conhecer por José Mário Vaz, tendo em conta os seus direitos, onde se inclui o respeito pelo seu bom nome e o da sua família, como é direito de todo e qualquer cidadão.
Porém, não se compreende como é que, por um lado, o actual Presidente da República, o Dr. José Mário Vaz, fala em perdão, em reconciliação, em deixar de lado o passado que nos divide, mas não perde nenhuma oportunidade para descarregar a carga negativa acumulada, sobretudo com o processo judicial desencadeado contra a sua pessoa e que muitos consideraram como tendo sido uma estratégia para impedir a sua candidatura presidencial, precisamente contra estruturas do sector judicial.
É que as afirmações do Sr. Presidente da República são, na verdade, autênticos ataques em jeito de vingança, contra todos aqueles que, directa ou indirectamente avançaram com o Processo Judicial do alegado desvio de fundos angolanos de milhões de euros, destinados à Guiné-Bissau, numa altura em que o actual Presidente da República era Ministro das Finanças do Governo deposto com o golpe de Estado de 12 de Abril de 2012.
Sr. Presidente da República, Dr. José Mário Vaz, tal como faz insinuações, que também podem ser consideradas gratuitas, por qualquer um, relativamente à ostentação de sinais de riqueza, dos oficiais de diligências , relacionando-os explicitamente com a corrupção, o compadrio, etc., etc., assim também se pode voltar a "abrir" o dossier do seu processo outrora sustentado, inclusive, pelo Procurador-Geral da República que acaba de ser exonerado...
Sr. Presidente da República, Dr. José Mário Vaz, não deixe que o desejo de vingança, de retaliação, de humilhação aos que, certo ou errado puseram em causa o seu bom nome, se é disso que se trata, enquanto não era Presidente da República e de todos os guineenses, se apodere de si, pois se isso vier a acontecer, sabemos todos, de antemão, que teremos um Presidente da República vingativo e disposto a fazer "cobranças", com todos os meios à sua disposição, para se sentir na pele de respeitável ditador...
Aconselha-se moderação ao Sr. Presidente da República, para que as confrontações sejam evitadas, sobretudo, a nível das Instituições da República.
Se o Sr. Presidente da República se digna a acusar outros, publicamente e desnecessariamente, certamente sujeita-se a ser acusado e desrespeitado publicamente, por outros, na mesma medida, e aqui, a diferença é que, o cidadão Dr. José Mário Vaz , não sendo Presidente da República, sendo acusado ou humilhado por terceiros, o caso não abrange, não melindra o país. Porém, sendo actualmente Presidente da República, quiçá, de todos os guineenses, aconselha-se uma outra postura da sua parte, até, para não contrariar as mensagens de perdão, de reconciliação, etc., etc., que tem tentado passar aos guineenses... Ou tudo isso não passa de "conversa fiada"...?!
Outrossim, das suas insinuações sobre os oficiais de diligências, o Sr. Presidente demonstra que, por um lado desde sempre conhece a podridão que existe na Guiné-Bissau, em matéria de corrupção, que não apenas restrito ao sector judicial, mas a toda a Administração Pública guineense, sem no entanto, ter alguma vez denunciado o assunto.
Se a corrupção se resumisse a alguns oficiais de diligências, certamente que não teríamos tanta necessidade de nos preocupar com o problema, Sr. Presidente.
Se não fosse em nome da vingança, certamente o Sr. Presidente jamais abordaria a questão da corrupção, aliando-a exclusivamente, nas suas recentes intervenções, ao sector judicial...
O tempo, Sr. Presidente da República, Dr. José Mário Vaz, encarregar-se-á de nos mostrar a todos, evidências das raízes que sustentam a ÁRVORE da corrupção na Guiné-Bissau!''
Fernando Casimiro (Didinho)
03.10 2014


Nota GP: Caros colaboradores, nós não queremos censurar ninguém, mas já pedimos, para por enquanto evitarmos do dossier Didinho. Estamos a fazer o nosso trabalho e Didinho terá o seu dia. Armando publicamos apenas para não sentir que foste censurado. Só isso. Nós estamos longe de esquecer a destruição que Didinho causou às pessoas. E só vamos esquecer, fazendo-lhe algo.