sexta-feira, 23 de junho de 2017

SEDJA MAN, ESTE PODER VAI ACABAR UM DIA. NONA CONTRA LI NA BISSAU. NONA CONTRA NA CAUS KU BU TA ENFRENTA E KU BU TA TCHAMI TAMBI. LI MITI PE NA CADERA NA BIM KUMSA E ABO BUCANA CAPLI

Primeiro, deves saber que toda a merda que dizes so te engaja. Estas a bajular JOMAV para continuar nas funcoes. Nim si 40 anos abo ku JOMAV bo na pui CADERA na rua i anos nona miti pe la.

FRANCISCO NDUR DJA, DEVE TER PROBLEMAS MENTAIS

1. Ele acha que, o PAIGC fez mal ao INFORMAR a Ecomib que vai fazer a sua convencao e a necessidade terem seguranca.
2. Diz o Ndur Djata que, o PAIGC desrespeitou as forcas nacionais e confiou mais nas forcas estrangeiros neste caso, a Ecomib.
Disse oitras merdas, mas nao vale a pena referir, fiquemos nestes.
Pergunta: Ndur Djata, se a Ecomib i forsas estranfeira porque razao se instalou na GUINE-BISSAU?
Outra pergunta: Ndur Djata, Ecomib garante seguranca de JOMAV desde palacio ate em Caliquisse. PORQUE razao o ministerio do interior nao reclamou?
Se nao quiserem que se peca seguranca da Ecomib tirem-nos de bissau. Tirem_nos na seguranca de JOMAV.
Sabemos perfeitamente os motivos da vossa revolta. Queriam apanhar as pessoas desprevenidas para colaborarem com arruaceiros guiados por Vladmir Deuna, Jeremias pecixe e bamba banjai.
Quila cana sedu. Do PAIGC, ja nao fazem parte. Pa cadaquim bai puta ku padil. Abis tudo.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

CONVENCAO DO PAIGC EM MARCHA

Vladmir deuna nao conseguiu inviabilizar o encontro.

BAMBA BANJAI, COORDENADOR DO MOVIMENTO QUE APOIA JOMAV E BRAIMA CAMARA INSULTA JORNALISTA DA RADIO PINDJIGUITY

Bamba Banjai, liderou um grupo de delinquentes para assaltar a sede do paigc, esta manha, mas nao consegiu. Revoltado pelo fracasso, Bamba Banjai decidiu descarregar no jornalista. Disse que o jornalista em causa, andou a persegui-lo.
Bamba, bu tene sorte. I bom pa policia dissa ba bos tchiga sede di PAIGC, bo na matil ba.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Denúncia: JOMAV kuma assim ku ina cumpo terra

Boa noite,

Vim por esta demostrar a minha indignação e ao mesmo tempo denunciar a forma como o regime actual tem vindo a gerir o aparelho do estado no que diz respeito aos concursos públicos.

O Ministro da Função Pública a quando do concurso público para 11 postes na ARN ele o Ministro veio ao público anulando o concurso hora cobiçado pelos responsáveis máximos do regime actual(O PR, grupo dos 15 e o partido PRS), justificando que o concurso em questão não estava a ser conduzido de uma forma transparente, e finalmente o Ministro mentiu ao povo Guineense e em particular os candidatos para 11 postes porque temos informações de que já está em processo administrativo para empregar os familiares, namoradas e amigos do regime actual e alguns nem se quer apresentarem a candidatura e posteriormente que nem sequer têm a qualificação para exercer as funções a que serão indigitados(digo indigitados, porque são levados no colo e não pelo mérito).

De referir que houve confrontações em que o presidente da comissão da seleção dos candidatos veio pôr o seu lugar a disposição se o processo da seleção dos candidatos continua a ser de uma forma ambígua e obscura, mas infelizmente este último não conseguiu assegurar a barra.


Senhor Ministro das Funções Pública tem palavra.

AQUI, O HOMEM FEIO KKKKKK ACERTOU EM CHEIO ALUDINDO ASSIM AO NOSSO PSEUDO-JORNALISTA...

 Por: Armando Quadé

"Sr. Jornalista, é com esses analfabetos, alguns mal formados, golpistas e pseudo-transicionistas, obviamente “bem-intencionados”, a gerir a coisa-pública é que a nossa Guiné-Bissau insiste em não sair da equipa de países mais pobres do mundo! Aplaudi-los e incentivá-los, não é mais que contribuir para o prolongar do “estado comatoso” em que se encontra o nosso país… O mundo está em constante mudança e a Guiné-Bissau não pode continuar a insistir na sua guetização, com dirigentes políticos analfabetos ou semi-analfabetos aplaudidos por intelectuais/académicos ou formados."




Saber ler não é o mesmo que saber estudar ou saber pesquisar com rigor, da mesma forma que dominar a arte de escrever não significa de todo saber opinar com rigor. Refiro-me ao tão propalado e almejado, mas um tanto ou quanto mal definido, rigor académico. Aquele rigor que devia nortear, para o resto da vida, todos aqueles que um dia tiveram a oportunidade de cumprirem um percurso académico com maior ou menor sucesso… É certo que não devemos confundir um intelectual de um académico e muito menos um destes dois com um “formado”…

Ao ler o artigo “O Cinismo e as Ambiguidades dos “futuros arrependidos”, fiquei estupefacto com a falta de rigor demonstrado pelo seu autor, atendendo ao reconhecimento profissional de que já goza entre os guineenses!
O poeta português Fernando Pessoa escreveu uma vez que “para que um homem possa ser absolutamente intelectual, tem que ser um pouco imoral”. Mas, modéstia a parte, vou discordar do grande poeta português, já que defendo que a intelectualidade só é sustentável, enquanto andar de mãos dadas com a moralidade. Ou seja, uma intelectualidade verdadeiramente produtiva necessita também da moralidade como matéria-prima.

Segundo o nosso reconhecido jornalista, “Muitos ignoram o facto de qualquer desenvolvimento de um país começar pela criação de infra-estruturas indispensáveis para o seu funcionamento, criando estrutura administrativa e empresarial precisa. Daí serem extremamente importantes as construções de obras públicas, que possam albergar serviços públicos e privados, com o objectivo de proporcionar um ambiente propício e confortável para o exercício digno da profissão.

Para o nosso jornalista, as infraestruturas, depois de criadas, criam eles automaticamente condições de trabalho, que influenciam o desenvolvimento de um país!? Não sei em que manual académico relacionado com modelos de desenvolvimento das nações foi buscar essa ideia, mas fico a espera da respetiva referência bibliográfica.

Numa "dança" entre a ambiguidade e o contraditório, o nosso reconhecido jornalista faz referência às infraestruturas criadas no período da presidência de Luís Cabral (“Socotram, Fábrica Bambi, Leite Blufo, Fábrica de Cumeré, Fábrica de Compotas Titina Silá, Fábrica de Nhaye, montagem do Volvo, Fábrica Cicer”), mas esquiva-se a questionar as viabilidades económicas das mesmas, como se isso não tivesse a mínima importância para a sustentabilidade e a continuidade desses mesmos investimentos! Simultaneamente fala de “guineenses orgulhosos e nostálgicos” desses projetos, assumindo claramente os seus desaparecimentos, mas sem fazer um pequeno exercício de raciocínio para perceber que, efetivamente, não foi por terem sido erguidos que o país tirou o devido proveito deles, acabando por desaparecerem…

Para não ser fastidioso, não pretendo divagar-me sobre as "estratégias nacionais de desenvolvimento sustentável", nem vou dissecar os seus componentes (ambiental, económica e sociopolítica), para depois remeter-me aos abates indiscriminados das árvores na Guiné-Bissau, entre outras delapidações dos nossos recursos naturais que têm acontecido, sem que o povo usufrua verdadeiramente disso... Também não vou falar do conceito da “Felicidade Interna Bruta” de um país para analisar o impacto desses investimentos no nosso país, nem tão pouco vou socorrer-me de referências bibliográficas internacionais sobre modelos de desenvolvimento.

Vou sim aconselhar ao nosso reconhecido jornalista, a leitura muito atenta de um livro, escrito por um guineense, que retrata e analisa de forma implícita e explícita, nada mais que a criação e o fim desses projetos do “tempo de Luís Cabral” que deixou alguns guineenses nostálgicos. Não é que concordo ou me identifique com a linha de raciocínio e orientação política e cultural que Filinto Barros denotou no livro intitulado “Testemunho”. Mas, uma leitura imparcial e desapaixonada desse livro, principalmente a sua primeira metade, permite-nos tirar ilações sobre a falta ou ausência de estratégias de desenvolvimento a médio-longo prazo dos sucessivos governos, desde a nossa independência… Numa passagem na página 14 do mesmo livro, o autor dá uma pequena lição “pós-mortem” ao nosso reconhecido jornalista, afirmando o seguinte: “È neste mar de ingenuidade que os dirigentes da Guiné-Bissau se lançaram numa tarefa inglória de industrializar por industrializar, na vã esperança que uma unidade industrial caída de para-quedas, geraria por si só todas as condições necessárias ao seu sucesso”. A verdade é que ainda temos quadros e dirigentes políticos a pensar desta forma, perpetuando o nosso marcar do passo, rumo ao desenvolvimento!

“Assim, o povo tem o direito de pedir explicações sobre quaisquer “contrapartidas” e exigir, sobretudo, uma maior transparência na selecção e aplicação dos projectos de desenvolvimento. Todavia, esta “vontade de saber” não deve ser guiada pelo sentimento antigovernamental, fruto de ajustes de contas com os “inimigos” dos nossos amigos. Este sentimento deve ser genuíno, apolítico e guiado por um espírito de incentivar parcerias entre as instituições estatais, não-estatais e comunitárias”.

Contrariamente ao nosso reconhecido jornalista, importo-me sim quando as ajudas e novos acordos de cooperação estão a ser negociados e viabilizados por um governo e um presidente ilegítimos, sedentos de financiamento recusado pelos principais financiadores do país e a quem o povo não pode, de forma nenhuma, pedir explicações! Que mecanismos de fiscalização existem neste momento, para este governo ilegítimo? A quem o povo guineense pede explicações hoje em dia, sobre a governação do bem comum!? O povo que, num estado de direito democrático, poderia ter uma atitude vigilante e crítica e posteriormente julgar nas urnas, está neste momento oprimido, atemorizado e impedido de exercer qualquer dos seus direitos mais básicos!  

“Portanto, para concluir, diria que os projectos que já existem ou em vias de construção devem ser encarados como investimentos patrimoniais bem-intencionados e que, se espera que mais tarde ou mais cedo, irão beneficiar a Guiné-Bissau.  Se calhar, nessa altura, dificilmente lembraremos que este ou outro edifício público tenha sido fruto de um Governo de Transição.”

Sr. Jornalista, “investimentos patrimoniais bem-intencionados” cheira-me a empirismo e leviandade que temos assistido a conduzir a Guiné-Bissau aos piores índices de desenvolvimento. Os investimentos estatais, patrimoniais ou não, não podem assentar no princípio de boas intenções! Conforme diz o português, “de bem-intencionados está o cemitério cheio”. Quando vejo um académico, intelectual ou formado a aplaudir “investimentos patrimoniais bem-intencionados”, sem olhar ao rigor que a gestão da coisa-pública exige, fico deveras preocupado com o futuro da nossa Guiné-Bissau e da nova geração de intelectuais que o país está a formar…

“Devemos sim, apoiar sempre, sem preconceito de quem faz o bem, independentemente do facto de ser ”analfabeto”, não licenciado ou outro.”

Sr. Jornalista, sem qualquer preconceito da minha parte em relação aos analfabetos, digo-lhe que não apoio qualquer analfabeto que queira fazer o bem, com o dinheiro público (portanto de todos nós), a não ser que se faça rodear de bons conselheiros letrados e tecnicamente capazes e ele limitar-se apenas a pôr o dedo ou a carimbar os documentos, como fazia o primeiro responsável pela área dos transportes no período imediato pós-independência, conforme reza a história,

Sr. Jornalista, é com esses analfabetos, alguns mal formados, golpistas e pseudo-transicionistas, obviamente “bem-intencionados”, a gerir a coisa-pública é que a nossa Guiné-Bissau insiste em não sair da equipa de países mais pobres do mundo! Aplaudi-los e incentivá-los, não é mais que contribuir para o prolongar do “estado comatoso” em que se encontra o nosso país… O mundo está em constante mudança e a Guiné-Bissau não pode continuar a insistir na sua guetização, com dirigentes políticos analfabetos ou semi-analfabetos aplaudidos por intelectuais/académicos ou formados.

Jorge Herbert

A detenção prisional de camarada Comandante Manecas é grande asneira, uma desgraça nacional


Por Abdulai Keita[*]

A detenção prisional de camarada Comandante Manecas, um alto oficial das nossas gloriosas FARP na reserva, tendo-se desengajado dessa nossa sociedade castrense sem mácula nenhuma, ao contrário, só com distinções, é uma asneira grande. E pensada no fundo, no fundo, é uma DESGRAÇA NACIONAL. Condenável e a condenar, exigindo a sua libertação imediata, pelas seguintes razões.

1 – Os membros da sociedade castrense de todo o mundo e desde sempre, são cidadãos comuns à partida, como todos os outros cidadãos. Os membros das nossas gloriosas FARP, sobretudo, aqueles da geração de camarada Comandante Manecas, dos anos entre 1963 e 1980 e que sempre se mantiveram firmes na linha originária desta nossa instituição não escapam a esta regra. Uns já nos deixaram e outros ainda encontram-se no nosso seio, estando ainda de vida.

Visto portanto em geral, são cidadãos comuns, mas caraterizados por um elemento particular de destaque das suas vidas. Decidiram ou são os que foram/são chamados a defenderem todos os membros das suas sociedades contra todos os mais feios géneros de ameaças de destruição imediata, particularmente do tipo bélico. Isso, em qualquer momento e sob quaisquer circunstâncias. Tudo sob o empenhamento total e direto das suas vidas.

Por isso é que, os membros da sociedade castrense em todo o mundo, sobretudo quando são elementos dos mais destacados no seu seio, os altos oficiais, tendo cumprido todo o período dos seus serviços sem mácula; portanto, altos oficiais na reserva, são sempre respeitados. Muito respeitados.

Em outras palavras, não podem ser tratados de qualquer maneira. Porque são gente merecedora de grande respeito e honra. E isso se faz e é assim porque beneficia eternamente toda a sociedade. Beneficia toda gente em cada sociedade, em termos da criação permanente e do cultivo de referências benéficas a sua preservação sã no espaço (de imediato) e perpetuação sã no tempo (no futuro).

O camarada Comandante Manecas pertence a esta categoria dos mais destacados altos Oficiais na reserva, das nossas gloriosas FARP. Ele como tantos outros da sua geração que ainda estão de vida, como os camaradas Comandantes Luís Correia,  Lúcio Soares que me vêm agora assim de imediato na memória e que já estão na reserva.

Estes cidadãos nossos, devem e merecem muito respeito e honra, pelo bem da nossa sociedade inteira. Por isso, tratar mal qualquer um deles, tal como no caso aqui in causa, significará sempre, pensado no fundo, no fundo, uma desgraça nacional, e portanto, uma asneira grande, quando perpetrado pelos próprios agentes do nosso poder estatal.

2 – Mas há mais. Porque esta detenção prisional agora do camarada Comandante Manecas, acontece pelas simples razões deste ter dito numa longa entrevista de pelo menos 10 páginas, entre várias outras coisas, de que, se o nosso atual S. Exa. So Presi, Dr. JOMAV continuar não querer ir (marcar) para as eleições legislativas, nem antecipadas e nem regulares, numa posição totalmente anticonstitucional, pode haver daqui a um ano e meio um Golpe de Estado Militar na Guiné-Bissau.

Essa detenção, assim executada pela simples razão portanto desta afirmação, é uma afronta, um gritante atropelo a um dos direitos fundamentais nos Regimes de Democracia Parlamentar Representativa e de Estado de Direito. O direito à liberdade de expressão de opiniões.

Mas sendo o camarada Comandante Manecas, um alto dirigente do PAIGC, o Partido que o nosso atual S. Exa. So Presi, Dr. JOMAV, veio forçar para a oposição contra ele mesmo (JOMAV), desde o dia 12 de Agosto de 2015; quando é detido esta personalidade política e apenas por esta tal razão, este ato então não constitui simplesmente um ato de abuso de poder, contra única e exclusivamente só este Partido PAIGC, mais sim contra todos os Partidos do atual mosaico de uma trintena existente no nosso país. E é por isso que, este ato, pensado no fundo, no fundo, é mesmo também e até, contra aqueles que mandaram perpetrá-lo eles mesmos. E eis, também aqui e sendo assim, não pode ser outra coisa senão uma asneira grande, um ato de desgraça nacional.

3 – E agora uma interrogação. Então, essa tal afirmação de camarada Comandante Manecas, pela qual é detido agora, o que é na realidade?

Resposta. Na realidade e com efeito, é uma afirmação de alerta. Tida corajosamente, publicamente e em voz alta. Uma alerta dirigida, mais uma vez, nesta forma, a nós todos bissau-guineenses. É a afirmação de uma verdade de todas as verdades sobre a dinâmica lógica podendo resultar  a qualquer momento da nossa atual situação política de crise vergonhosa vigente no país desde há já 21 meses e pico.

Uma situação vigente desnecessariamente. Porque construída, instalada e sustentada, apenas pela teimosia do nosso S. Exa. So Presi, Dr. JOMAV. Ele que se destacou de ser aquele que não aceita conselhos sábios nenhuns de ninguém. Desde que são conselhos indo no sentido do respeito irrestrito das leis da governação do nosso país nestes tempos. Ele, à frente de tudo, com os apoiantes de todos os bordos da sua posição totalmente errada e equivocada.

Tudo. Errada e equivocada em relação aquilo que devia e deve ser constitucionalmente, atualmente e hoje mesmo nestes segundos, o papel de um Presidente da República da Guiné-Bissau na governação deste país, na Democracia, após o “caso 12 de Abril” de 2012, entre outros e tudo mais.

Pois é então, sendo tudo assim e conhecendo bem a nossa história bem recente, só quem tem a pedra na totona não reconheça analiticamente neste momento, a veracidade de uma tal afirmação. De que o nosso país vive de facto, neste momento, no risco da eminência de um eventual Golpe de Estado Militar.

E repito, só quem não quer ver analiticamente e quase a olho nu, que se esquivará desta verdade. Existe sim Senhor, neste momento na Guiné-Bissau, o grande risco da probabilidade eminentíssima do cenário de um eventual Golpe de Estado Militar. Este pode tornar-se, infelizmente e ai, uma realidade pura e dura nesses tempos neste país e a qualquer momento.

Portanto, mandar deter alguém, do gabarito de camarada Comandante Manecas por ter chegado a esta conclusão nas suas análises, exprimindo-a corajosamente em voz alta, advertindo-nos, nós todos, bissau-guineenses, não passa, como já registado, de uma asneira grande. E como tratando-se evidentemente, precisamente de camarada Comandante Manecas, e não de outro alguém, um destacado alto oficial na reserva, das nossas gloriosas FARP, não é e não pode ser algo de outra coisa nenhuma, senão esta asneira grande e desgraça Nacional.

4 - É asneira grande e desgraça nacional ao par! Talvez que os seus perpetradores não o saibam assim ainda hoje. Não estão em condições de tomarem consciência clara disso. Pela simples ignorância ou porque tapados por uma lógica centrada pura e simplesmente na singularidade dos seus interesses mesquinhos. Não são capazes de ver o que é comum. O que deve constituir “Tabus” protetores, já foi dito mais acima, de toda gente na nossa sociedade toda. Uma proteção válida no espaço e no tempo, para todos.
                                                                                                               
E chegado a este ponto, eis a imperatividade de mais uma interrogação. Vejamos. Nós todos, bissau-guineenses, colocados diante de tudo tido e visto até a preste data, no desenrolar dos 21 meses e pico desta ainda sempre prevalecente situação política de crise vergonhosa no nosso país; colocados diante de tudo que se viu acontecer portanto até aqui, onde é que está nesta história de detenção de camarada Comandante Manecas, a igualdade dos cidadãos perante à Lei? Por causa do declarado na sua afirmação. Onde?

Sabendo que, por exemplo, o Sr. Botche Candé, o atual Ministro de Estado e do Interior (do atual 2º Governo de Iniciativa Presidencial desta presente IX Legislatura, ilegal desde já há 107 dias), convidou bem recentemente e publicamente a gente (jovens), sob olhares do nosso S. Exa. So Presi, Dr. JOMAV em Gabú, de ir atacar/invadir a ANP (o Parlamento) em Bissau.

O que é que se fez contra este ato? Nada! Nem um puto do desmentir pela parte do Governo e muito menos pela parte do nosso S. Exa. So Presi, Dr. JOMAV. Tanto mais para se distanciarem e condenarem um tal ato de incitamento direto à violência, assim como, pelo menos, para mandarem destituir este governante. Pela perpetração in flagrante à vista e sob ouvido de todos, de um tal crime de incitamento direto e público à violência.

E, agora venham aí deter alguém, do gabarito de camarada Comandante Manecas pelo crime de “simulação” de uma eventual violência. Eis uma vergonha! Asneira grande! Desgraça nacional e tudo mais. Não tenho outra qualificação.

5 – Enfim e finalmente, eis de outro lado, a minha posição pessoal diante desta afirmação de camarada Comandante Manecas, subscrevendo tudo o antes aqui registado. Em como analista, sociólogo bem versado na área da Sociologia política, com atenção centrado (entre outros) nos Estudos de relações de poder no quadro do exercício da Democracia Parlamentar Representativa e de Estado de Direito na Guiné-Bissau. Portanto, a minha posição pessoal em como quadro bissau-guineense, um intelectual engajado, mas sempre mantendo o seu papel e responsabilidade do intelectual.

Eis então a minha posição pessoal diante desta afirmação de camarada Comandante Manecas.

Com efeito, esta detenção executada, pelas razões desta tal afirmação livremente exprimida, deste Comandante, e repito, um destacado alto oficial das nossas gloriosas FARP na reserva, encontrando-se doente, internado numa clínica; esta detenção numa tal circunstância é cúmulo de tudo. Bárbaro! Porque é, em primeiro lugar e muito particularmente, uma falta de respeito gritante do simples ponto de vista humano, contra todos os membros das nossas gloriosas FARP, antigos e novos, no ativo e na reserva. E, em segundo lugar, em geral, contra todos os cidadãos muito conscientes do seu papel e obrigação do exercício de cidadania.

É um ato forte, gritante, grosseiro e bárbaro de atentado contra a democracia e implantação do Estado de Direito na Guiné-Bissau. Porque, questiona-se. Podendo-se agir assim contra este nosso conterrâneo cidadão muito destacado, onde estará o limite da gente estando agir agora assim exatamente desta forma contra todo o mundo.

Bom, por isso, este ato, na minha posição pessoal, não é qualificável senão, tendo sido pensado, ordenado e perpetrado apenas por quem ainda não entendeu e não entende nada! Do mínimo do que é a noção do Estado. Mas que se encontra a governar-nos. Efeitos perversos da democracia. Uma desgraça nacional, total.

Desgraça! Porque pois, agir assim tal como procedido, não passa disso. De mais uma das maiores asneiras, tal como tantas quantas muitas outras já a figurarem no catálogo já muito repleto dos atos do género, já perpetrados neste fanfarrão do Regime de não-sei-quê, que o nosso atual S. Exa. So Presi, Dr. JOMAV quer instalar no nosso país. Errado! Não passará puto!

Estou escandalizado e muito indignado. Pelo que condeno e exijo ao par, em voz gritante, a libertação imediata deste nosso conterrâneo e camarada de luta. Nosso mais velho. E que, todos e todas daquele bordo que assim estão agir nestes minutos, leiam bem os dados da República da Guiné-Bissau neste capítulo da perpetração das asneiras grandes e desgraças do género; dados da nossa história bem muito, muito recente; para que saibam que, com este tipo de asneiras, cá, aí, ninguém vai longe. A ver vamos.

Ao camarada Comandante Manecas, grande filho do nosso povo bissau-guineense, de Cabo Verde e de África inteira, coragem! Minha total indignação e condenação forte deste mais um ato de asneira grande dessa atual gente governante do nosso país. Asneira e desgraça nacional.

LIBERTAÇÃO IMEDIATA DE CAMARADA COMANDANTE MANECAS. IMEDIATA!
                                                                                                                                
Obrigado.
Que reine o bom senso.
Amizade.
A. Keita



[*] = Pesquisador Independente e Sociólogo (DEA/ED).